Criptografia de dados: um passo importante para a segurança da empresa

Criptografia de dados: um passo importante para a segurança da empresa

De uns tempos para cá, a segurança da informação ganhou destaque nas conversas entre os empreendedores, porque, cada vez mais, o risco de vazamento de arquivos organizacionais é significativo. Em virtude disso, abordaremos um tema mais que urgente: a criptografia de dados.

Como sabemos, a informatização trouxe inúmeras vantagens para a sociedade contemporânea. Agora, com apenas alguns cliques, é possível otimizar os processos da empresa, controlar a entrada e saída de itens e avaliar os resultados de uma forma objetiva. A tecnologia, de fato, facilitou o modo como resolvemos as demandas.

Mas nem tudo são flores, embora os recursos gerados proporcionem mais agilidade e assertividade nas tarefas de qualquer empreendimento, há quem promova um verdadeiro terror online capturando conteúdos de terceiros, sequestrando referências sigilosas e realizando diversas fraudes.

Ou seja, não basta apenas ter um site responsivo, uma plataforma integrada e um design matador, se o sistema é vulnerável. Lembre-se de que a criminalidade anda à espreita, portanto, investir em proteção nunca é demais.

Neste artigo, sobre a criptografia de dados, explicaremos o conceito desse artifício e ainda destacaremos a importância dele para o seu negócio. Veja!

O que é a criptografia de dados?

Em curtas palavras, é o método utilizado para proteger as informações, evitando, assim, que elas caiam em mãos erradas. Dessa forma, apenas as pessoas interessadas conseguem acessá-las, isto é, apenas os receptores conseguem decodificá-las.

Como a metodologia funciona?

No início da era digital, a combinação era feita usando apenas um código, o que tornava o processo suscetível a invasões. Pois, se alguém não autorizado descobrisse a formulação, o segredo corria o risco de ir parar no controle de pessoas inapropriadas.

Com o passar do tempo, a codificação foi aprimorada. E o primeiro mecanismo a surgir, depois de tantas investidas, foi o algoritmo de 8 bits. Ele permitia um arranjo de 256 possibilidades. Ou seja, isso elevou a segurança em uma escala de 2 para 8.

Mas os cuidados não pararam por aí, porque a ferramenta passou por transformações e, hoje, já é possível obter até 4096 bits. Portanto, mesmo as máquinas mais potentes podem se valer dessa técnica de segurança.

Imagine uma fórmula que te dê inúmeras possibilidades de uso. Pois bem, a criptografia faz exatamente isso, pois gera diversas chaves e isso reduz drasticamente o sucesso das investidas criminosas — é como ter várias combinações de senhas. Veja quais são as chaves existentes:

Assimétricas

Das existentes, esta é a mais complexa. Nesse caso, são necessários dois códigos diferentes: um privado, utilizado para decodificar a mensagem, e um público, destinado à codificação da informação.

Desse sistema, o RSA (Rivest, Shamir e Adleman) é o algoritmo mais usado. A sigla faz referência ao sobrenome de seus criadores — Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman —, todos eles professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e também fundadores da empresa RSA Data Security.

O esquema utiliza três números primos extensos. Nesse caso, a descoberta da sequência é efetuada quando dois deles são multiplicados para obter um terceiro. É o tipo de coisa que torna o processo difícil e trabalhoso, portanto, podemos dizer que essa é uma codificação segura.

Mas também é possível obter bons resultados com o PGP (Pretty Good Privacy ou Privacidade Muito Boa) — programa que realiza a encriptação e descriptografia dos dados —, e os certificados digitais.

Simétricas

O receptor e emissor fazem uso de somente uma chave, utilizada para codificar e decodificar o conteúdo enviado. Nesse caso, temos:

  • DES (Data Encryption Standard): formato desenvolvido pela IBM no ano de 1977. Com 52 bits, ele é capaz de gerar mais de 70 quadrilhões de combinações;
  • RC (Ron’s Code ou Rivest Chipher): possui chaves de 8 a 1024 bits, por isso disponibiliza diversas versões. O modelo é muito usado em e-mails;
  • IDEA (International Data Encryotion Algorithm): a referência é similar ao padrão do DES, porém possui 128 bits e é de fácil instalação.

Por que a criptografia de dados é importante?

A resposta é simples e objetiva, a criptografia de dados garante a segurança das informações. Ou seja, é o jeito que temos de proteger os arquivos organizacionais e assegurar que os cadastros permaneçam sigilosos.

Quais são os desafios?

Não é fácil gerar tantas combinações. Nesse caso, a geração implica conhecer profundamente os esquemas matemáticos. Além disso, conciliar o excesso de informação com os milhões de dispositivos móveis ainda é um problema. Até porque, dia após dia, a criminalidade migra para o espaço digital.

Contudo, a pesquisa “Tendências em criptografia e gestão de chaves: Brasil”, realizada pelo Ponemon Institute em parceria com a Thales e-Security, revelou que das 460 pessoas entrevistadas, cerca de 57% apontaram a implantação inicial da tecnologia com um dos maiores desafios.

A descoberta do local onde os dados da organização se concentram é um dos desafios. Também integram esse contexto a dúvida de quais referências cadastrar e a dificuldade relacionada ao gerenciamento dos códigos e certificados digitais.

Como o e-mail criptografado pode ajudar?

As informações que saem ou entram no sistema da empresa precisam ser averiguadas com regularidade. Afinal, há diversos softwares maliciosos usados para capturar ou sequestrar conteúdos organizacionais. Em um simples clique, os gestores podem se ver em situações problemáticas.

Para evitar esse tipo de situação, a criptografia de e-mails é essencial, pois o método reduz significativamente o risco de espionagens. Além do mais, isso otimiza o trabalho da equipe quando é feito remotamente, porque a criptografia oferece mais privacidade para aqueles que não utilizam o sistema da organização.

Isso quer dizer que as demandas podem ser executadas com mais tranquilidade — mantendo o fluxo natural das atividades —, sem o risco de infectar o sistema da empresa.

Alguns gestores ainda não sabem muito bem selecionar as informações que merecem ser preservadas. Porém, isso é facilmente resolvido com o auxílio de profissionais preparados. O que não pode ser deixado de lado é a implantação da criptografia de dados, pois essa é uma medida emergencial.

O que você achou do artigo? Ele ajudou você na percepção da importância desse mecanismo? Comente, pois o seu feedback é importante.

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